
Antevisão Faun Drome Classic 2026
ANÁLISE DO PERCURSO
- Horário: 11:54 - 16:25 CET
- Início TV: 13:45 CET
Mais de 2000 metros de desnível positivo repartidos por 16 subidas, a grande maioria delas curtas e explosivas, salvo três: Cote de Tartaiguille (3,4 km - 4,8%), Col de la Grande Limite (4,6 km - 6,1%) e Cote des Roberts (1,6 km - 8,3%). Apesar de tudo, o final será decisivo. O último quilómetro, a 6,6% de média, com os metros finais superando inclusive os 10% em várias ocasiões, decidirá o vencedor do dia.
O TEMPO
Jornada bastante tranquila no que diz respeito à meteorologia. Nem vento, nem chuva, nem temperatura deverão desempenhar um papel importante no desenrolar da corrida.
PARTICIPANTES
FAVORITOS À VITÓRIA
Segunda clássica consecutiva com o mesmo cartaz de luxo, mas com um final em rampa que muda por completo a leitura tática do dia. O que noutro cenário convidava a ataques longínquos aqui pode resolver-se num último quilómetro explosivo, mais de colocação e sangue frio do que de desgaste puro.
Nesse novo contexto, Romain Grégoire, Christian Scaroni e Jan Christen ganham peso. São perfis muito competitivos em esforços curtos e violentos, perfeitos para um final que se lança a 600-700 metros. Mattias Skjelmose, mais sólido quando a corrida é dura, também se pode adaptar, embora o seu melhor cenário continue a ser um mais seletivo. Quatro corredores que se adaptam bem a um final com mais gente ainda em prova, com Christen a ser o primeiro a mexer-se de forma mais louca. Quem entra diretamente no lote de favoritos é Paul Lapeira, que, sem competir no dia anterior, aqui tem muito mais a dizer.
Logo atrás, mas muito presentes, surgem Ben Healy, Matteo Jorgenson e Lenny Martínez. Se a corrida se endurecer antes do desfecho, entram plenamente na equação. De todos eles, em quem mais se deve confiar caso a corrida não chegue muito desfeita é no francês.
Olho também em Benoît Cosnefroy. Numa chegada mais compacta seria o máximo favorito noutras edições, mas devemos confiar que, pouco a pouco, irá ganhando forma e aproximando-se da vitória. À sua volta, nomes como Axel Laurance, Andrea Bagioli, Alex Aranburu, Dorian Godon ou Antonio Morgado encaixam de novo nessa ideia de uma jornada que não tenha sido demasiado exigente.
Um degrau abaixo, mas sem perdê-los de vista, estão Marc Hirschi, Quinn Simmons, Jarno Widar, Davide Piganzoli, Marco Brenner, Jefferson Cepeda, Ewen Costiou e Edoardo Zambanini. E é aqui que eu mexo a peça: este final assenta especialmente bem a Widar. Tem boa mudança de ritmo no final e sabe mexer-se em chegadas tensas; se a corrida não explode em excesso antes, pode intrometer-se na luta por algo grande. Talvez seja o primeiro dia em que flerte com a vitória esta temporada.
Entre os perfis mais jovens ou menos testados — Pierre-Henry Basset, Björn Koerdt, Simone Gualdi, Maxime Jarnet e Axel Mariault — a rampa final abre uma janela interessante. E, se tenho de apontar surpresas claras para esta jornada, fico com Koerdt. Já demonstrou que tem ponta de velocidade e capacidade para superar dias exigentes, por isso não teremos nem poderemos esquecermo-nos dele.
RECOMENDAÇÕES DO IL CAPO CED PARA SER UM CAPO NA FANTASY
💥 O dado do il capo
9 de 12 edições contaram com presença francesa no pódio, embora nenhuma nos últimos dois anos.
🌟 Capos a seguir
1200; Matteo Jorgenson.
Único corredor que custa 1200 moedas. Estreia-se nesta prova, mas é um ciclista muito fiável em terrenos de constante sobe e desce.
1000; Mattias Skjelmose.
Um seguro de vida para jornadas assim. 6º, 5º e 2º nas suas três participações aqui.
800; Romain Grégoire.
Fico com o ciclista da FDJ para mencionar um, mas nesta faixa de preços não iria com nenhum corredor, já que, pelo rácio preço-retorno de pontos que podem dar-me, creio que há opções muito melhores.
600; Axel Laurance.
Perante a baixa de última hora de Godon, confio que Axel irá como líder da Ineos para esta prova.
Já ganhou esta temporada, está em forma e o percurso adapta-se muito bem às suas características.
400; Paul Lapeira.
Aqui optamos pelo ex-campeão francês, que já foi 7º em 2024 nesta corrida. Será o líder do Decathlon perante a ausência de Seixas.
200; Benoît Cosnefroy.
Será a primeira vitória de Benoît com a sua nova equipa?
5º, 3º e 9º nas suas três participações aqui.
📂 Corredores com -10% que conseguiram ser Top10
2025: 2
2024: 2
2023: 3 (incluindo o vencedor)
2022: 2
2021: 5
📂 Dos 15 corredores mais selecionados pelos utilizadores: quantos venceram, quantos acabaram no pódio e quantos entre o 4º e o 10º?
2025: 🥇🥈✖️ 3 (5/10)
2024: 🥇🥈🥉 4 (7/10)
2023: ✖️🥈✖️ 3 (4/10)
2022: 🥇🥈🥉 4 (7/10)
2021: ✖️🥈✖️ 2 (3/10)
📂 T10 na mesma temporada em Faun-Ardèche + Faun Drome.
‘20: Barguil, G. Martin, Kangert
‘21: Honoré, Godon
‘22: G. Martin, Vuillermoz, Barguil
‘23: Rui Costa, Gaudu, Skjelmose
‘24: Ayuso, van Gils, Skjelmose
‘25: Ayuso, Skjelmose, Champoussin, Fortunato
Ou seja, desde a edição de 2020, em cada temporada tivemos pelo menos 3 corredores que repetiram T10 em ambas as clássicas, exceto na edição de 2021, em que só houve 2 ciclistas.

