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08-03-26

Prévia Tirreno-Adriático

Análise escrita por Sergio Yustos (@sergioyustos_) e Tips Fantasy de Cédric Molina (@ilcapoced)

ANÁLISE DO PERCURSO

FechaDíaEtapaKm
09/03LunesEtapa 1 (CRI)Lido di Camaiore – Lido di Camaiore
10/03MartesEtapa 2Camaiore – San Gimignano
11/03MiércolesEtapa 3Cortona – Magliano de' Marsi
12/03JuevesEtapa 4Tagliacozzo – Martinsicuro
13/03ViernesEtapa 5Marotta-Mondolfo – Mombaroccio
14/03SábadoEtapa 6San Severino Marche – Camerino
15/03DomingoEtapa 7Civitanova Marche – San Benedetto del Tronto

ETAPA 1 - Contrarrelógio individual

  • Horário: 12.40 - 15.44 CET

Primeira jornada em forma de contrarrelógio individual completamente plano pelas avenidas de Lido di Camaiore. Um percurso rápido, praticamente ao nível do mar e sem dificuldades, pensado para roladores puros e especialistas contra o cronómetro. As diferenças dependerão principalmente da capacidade aerodinâmica e da gestão do esforço, assim como do vento que possa soprar durante a etapa. Primeiro teste para a geral, sendo fundamentais as diferenças que se possam abrir na meta.

ETAPA 2 - Puncheurs

  • Horário: 10.55 - 15.45 CET

Jornada quebrada, com final ideal para puncheurs e com o acréscimo do sterrato no trecho decisivo. Após um início relativamente suave, o terreno vai endurecendo progressivamente antes de chegar a uma parte final exigente que lembra certas clássicas italianas e, sobretudo, as Tirrenos mais “clássicas”. A corrida pode começar a ficar tensa no encadeamento de subidas prévias a San Gimignano (Pomarance, 3.5 km a 4.2%; Montecerboli, 3.5 km a 4.2%; Castelnuovo Val di Cecina, 1.7 km a 8.6%; Colle Val d’Elsa, 2.1 km a 5.6%) antes de enfrentar a rampa final que conduz ao centro histórico da cidade (1.3 km a 7.6%). Um final explosivo, onde os puncheurs têm terreno perfeito para se impor.

ETAPA 3 - Sprinters

  • Horário: 10.40 - 15.45 CET

Etapa longa que deverá decidir‑se num sprint, embora a quilometragem e o terreno possam sempre endurecer a jornada. Não há grandes dificuldades montanhosas, mas sim várias subidas distribuídas ao longo do percurso que podem desgastar o pelotão (Iodi, 2.3 km a 5.4%; Acquasparta, 3.6 km a 4.2%; Marmore, 5.3 km a 4.0%; Svincolo di Petrella Salto, 7.0 km a 4.0%). Após a última ascensão, o perfil tende a suavizar‑se em direção à chegada, o que favorece o controlo das equipas de velocistas. Um dia de desgaste acumulado em que os sprinters deverão ter a oportunidade mais clara da semana.

ETAPA 4 - Fuga/Sprint reduzido

  • Horário: 10.25 - 15.45 CET

Jornada enganosa que combina um início mais exigente com uma longa descida para a costa, o que abre a porta tanto a uma fuga como a um sprint reduzido. A primeira metade da etapa concentra a maior dificuldade com duas ascensões longas (Ovindoli, 11.9 km a 4.9%; Valico delle Capannelle, 12.9 km a 4.5%), antes de o terreno começar a descer progressivamente em direção ao Adriático. Na parte final ainda aparecem repechos que podem selecionar o grupo (Feudo Alto, 2.4 km a 8.0%; Castellalto, 7.6 km a 4.5%; Tortoreto, 1.5 km a 8.4%). Se o ritmo for alto nestas rampas finais, e se a fuga tiver sido controlada, não será estranho ver um grupo reduzido a discutir a vitória.

ETAPA 5 - Homens da geral/Fuga

  • Horário: 10.55 - 15.45 CET

Uma das jornadas mais interessantes para a classificação geral, num terreno repleto de repechos. Desde os primeiros quilómetros surgem subidas exigentes que podem selecionar a corrida (Villa del Monte, 1.7 km a 8.9%; Monte Santa Croce, 3.4 km a 8.6%; Monte delle Cesane, 7.2 km a 7.0%), antes de entrar num trecho final especialmente nervoso. Nos últimos quilómetros encadeiam‑se várias subidas que podem provocar ataques entre os favoritos (Santuario S. Pietro e Paolo, 2.4 km a 6.5%; Monte della Mattera, 6.5 km a 5.0%; Santuario del Beato Sante, 1.2 km a 9.0%), antes da ascensão, de novo, até ao Santuario del Beato Sante.

ETAPA 6 - Puncheurs/Homens da geral

  • Horário: 10.45 - 15.45 CET

Etapa de média montanha muito exigente, que deverá provocar movimentos entre os homens da geral, embora o perfil também se adapte bem a puncheurs. A grande dificuldade do dia chega na subida a Sassotetto (13.1 km a 7.3%), que pode provocar uma seleção importante antes de enfrentar uma parte final cheia de repechos; é a única ascensão longa que há na prova, mas está demasiado longe da meta para pensar que seja decisiva. O terreno posterior mantém a tensão, com várias ascensões curtas mas intensas. Um circuito ao qual serão dadas três voltas antes da subida final até Camerino (3.2 km a 8.9%). Um final duro e explosivo, numa jornada que será decisiva para conhecer o vencedor final da prova.

ETAPA 7 - Sprinters/Fuga

  • Horário: 12.30 - 15.45 CET

Etapa que, em princípio, parece destinada aos sprinters, embora o desenrolar da jornada possa favorecer também uma fuga se o pelotão hesitar na perseguição. A parte central apresenta vários repechos que podem animar ataques (Campofilone, 3.4 km a 5.1%; Montefiore dell’Aso, 1.7 km a 4.2%; Ripatransone, 2.8 km a 4.6%), antes de chegar ao circuito final em San Benedetto del Tronto. Este circuito, completamente plano e muito rápido, pode revelar‑se difícil de controlar se uma fuga conseguir entrar com vantagem suficiente, o que abre a porta tanto a um sprint massivo como a uma surpresa vinda da fuga.

O TEMPO

A chuva poderá marcar presença sobretudo na primeira parte da semana. A partir daí as temperaturas serão frias, por volta dos 12 ºC, algo que também pode fazer com que as jornadas sejam um pouco mais rápidas. Por fim, não se espera muito vento durante a semana, mas teremos de estar atentos à sua evolução.

FAVORITOS À GERAL

Ainda com equipas por confirmar, mas com, à partida, os grandes nomes em cima da mesa, está claro que, com este percurso, vamos ter um equilíbrio interessante na luta para conhecer o vencedor final desta Tirreno-Adriático. O contrarrelógio inicial pode desempenhar um papel importante no desenho do pódio final, e este início favorece muito Isaac del Toro. De facto, podemos dizer que o mexicano parte como grande favorito, num percurso que se adapta bastante às suas características.

Atrás dele surgem outros corredores como Matteo Jorgenson, Antonio Tiberi, Primož Roglič (que se estreia esta temporada), Ben Healy, Jan Christen ou Santiago Buitrago, que talvez constituam a segunda linha de grandes candidatos a vencer a prova. Mas a verdade é que aqui tenho de dizer que confio bastante no que Mathieu van der Poel possa fazer, pois tem uma oportunidade perfeita para lutar por uma geral destas características. Algo parecido poderíamos dizer de Filippo Ganna e Wout van Aert, mas deixam‑me um pouco mais de dúvidas.

Depois, já num patamar abaixo, podemos mencionar outros corredores como Pello Bilbao, Thymen Arensman, Giulio Pellizzari, Lennert Van Eetvelt, Richard Carapaz, Julian Alaphilippe ou Christian Scaroni, mas tenho vontade de ver outros como Alessandro Pinarello, Jonas Abrahamsen, Paul Lapeira ou Clément Champoussin. Na ausência da startlist definitiva e de alguma inclusão interessante de última hora, vou confiar em Ilan Van Wilder e Pierre Gautherat como os meus jokers para estes dias em Itália.

CANDIDATOS ÀS VITÓRIAS PARCIAIS

Será preciso ter em conta, por um lado, os homens rápidos e, por outro, os contrarrelogistas, pensando nessa jornada inicial.

Entre os homens rápidos destacam‑se dois corredores acima do resto, dois corredores que, além disso, protagonizarão um duelo mais do que interessante: Jonathan Milan e Paul Magnier. Ofuscam a boa lista de sprinters que há atrás deles, porque também teremos na linha de partida outros como Jasper Philipsen, Arnaud De Lie, Tobias Lund Andresen, Pavel Bittner, Danny van Poppel, Oded Kogut ou Sam Welsford. E não acaba aí, porque, já com possibilidades muito mais remotas de vitória, também teremos de vigiar outros como Madis Mihkels, Luca Mozzato ou Fernando Gaviria.

Por outro lado, entre os contrarrelogistas, destaca‑se a figura de Filippo Ganna, que, à partida, será o grande favorito na jornada inicial. Para tentar batê‑lo serão talvez Ethan Hayter, Isaac del Toro e Magnus Sheffield os grandes candidatos, mas teremos de vigiar outros nomes interessantes como Primož Roglič, Ilan Van Wilder, Antonio Tiberi, Thymen Arensman, Huub Artz ou mesmo Jonathan Milan.


RECOMENDAÇÕES DE IL CAPO CED PARA SER UM CAPO NA FANTASY

💥 O dado de il capo.

Desde a edição de 2020, um corredor da Bora conseguiu terminar sempre no T5 da GC.
2025: Jai Hindley
2024: Jai Hindley 🥉
2023: Lennard Kämna
2022: Jai Hindley
2021: Matteo Fabbro
2020: Rafał Majka 🥉

🌟 Capos a seguir.
800; Paul Magnier.
Um dos sprinters mais em forma desta temporada, com 2 etapas ganhas na única corrida por etapas que disputou até agora. Poderá repetir aqui?
Outra opção por 800; Giulio Pellizzari.

600; Tobias Lund Andresen.
1 etapa ganha + outros 3 T3 no Tour Down Under. Ganhou também a clássica Cadel Evans Great Ocean Road Race e depois, na Bélgica, foi 6º na Omloop + 7º na Kuurne. Em outras palavras, em 100% dos sprints que pôde disputar foi sempre top‑7, no mínimo. Regularidade esmagadora até agora.
Outra opção por 600; Jai Hindley.

400; Paul Lapeira.
Impressionante na Strade Bianche, onde foi 14º, mas esteve a lutar com os melhores pelos postos de honra. Começou a temporada como um raio cósmico: 1 vitória + outros 4 T5.
Outra opção por 400; Ethan Hayter.

200; Luca Mozzato.
Um sprinter por 200 quase sempre é boa opção. Ainda mais se falarmos do italiano da Tudor, que já foi 2º na Kuurne, superado unicamente por um imenso Matthew Brennan.
Outra opção por 200; Huub Artz.

📂 Corredores com -10% de seleções que conseguiram entrar no T10 de mais pontos Fantasy.
2025: 2
2024: 4
2023: 6 (incluindo 2º e 3º com mais pts)
2022: 5
2021: 1
2020: 2
2019: 4 (incluindo o 1º com mais pts)

📂 Voto popular.
Entre os 15 ciclistas mais selecionados pelos utilizadores na app, quantos terminaram no T10 de mais pontos Fantasy?
2025: 7
2024: 6
2023: 2
2022: 5
2021: 7
2020: 5
2019: 6