Percurso, análise da corrida, favoritos e previsões para AlUla Tour 2026
Análise escrita por Sergio Yustos (@sergioyustos_) e Cédric Molina (@ilcapoced) do Le Puncheur.
ANÁLISE DO PERCURSO
| Data | Dia | Etapa | Km |
|---|---|---|---|
| 27/01 | Terça-feira | Etapa 1 | 158 |
| 28/01 | Quarta-feira | Etapa 2 | 152 |
| 29/01 | Quarta-feira | Etapa 3 | 142.1 |
| 30/01 | Quinta-feira | Etapa 4 | 184 |
| 31/01 | Sexta-feira | Etapa 5 | 163.9 |
ETAPA 1 - Chegada ao sprint.
- Horário: 12:45 - 16:15. GMT+3 (10:45 - 14:15 CET)
O "camelodromo" será o primeiro cenário deste ALuLa Tour. Um dia para os sprinters, sempre atentos ao vento. Como se pode ver nos detalhes finais abaixo, não é uma chegada particularmente exigente, exceto por duas breves secções que podem ser exageradas pelo GPS.
ETAPA 2 - Chegada ao sprint.
- Horário: 12:50 - 16:15. GMT+3 (10:50 - 14:15 CET)
Mais uma vez, uma etapa para os sprinters, sem muito a comentar sobre o percurso. O vento, como de costume, é possivelmente o único fator extra que podemos encontrar nestes dias. A chegada, bastante caótica e com curvas apertadas, pode levar a muito nervosismo e alguns acidentes.
ETAPA 3 - Meia-montanha/Dia importante para a classificação geral
- Horário: 15:55 - 16:15. GMT+3 (13:55 - 14:15 CET)
Não há muita elevação positiva, apenas 1400, mas de fato temos uma clara mudança no percurso. Especialmente no final, com uma subida que já pode criar diferenças e favoritos com diferentes características. Oito quilômetros, irregular, mas mantendo a intensidade na parte final, suficiente para vermos quais ciclistas disputarão a vitória geral.
ETAPA 4 - Etapa ao sprint
- Horário: 11:55 - 16:15. GMT+3 (09:55 - 14:15 CET)
Uma etapa plana, pouco a relatar, ainda assim a terceira com mais elevação positiva, pouco mais de 1000 metros. Não façamos cálculos, pois, como sempre, se o vento não quiser, um sprint é inevitável. Os últimos quilômetros desta vez são de fato uma longa reta, perfeita para um sprint em massa.
ETAPA 5 - Etapa para a classificação geral
- Horário: 12:40 - 16:30. GMT+3 (10:40 - 14:30 CET)
Uma etapa chave para a classificação geral, com a subida ao Harrat Uwayrid (2.8 km – 12.5%), atingindo o pico apenas 8 quilômetros antes da linha de chegada. Uma subida vista como uma verdadeira parede. Após atingir o cume, se o vento for desfavorável, ainda há chance de algum ciclista recuperar terreno antes da chegada.
TEMPO
Fique de olho no vento, que é sem dúvida a grande atração meteorológica que encontramos na temporada das "areias". O clima, previsivelmente, será quente e as chances de ver chuva são quase inexistentes.
FAVORITOS PARA A CLASSIFICAÇÃO GERAL
Depois de analisar o perfil, deve estar claro que quem vencer este AlUla deve ser um ciclista capaz de não perder tempo nos ventos cruzados, caso existam, se manter à frente na etapa 3 e, finalmente, ser o mais forte no último dia. Seria surpreendente que alguém que não vencesse a última etapa não vencesse o geral, com a condição de que não chegue com muito tempo perdido, é claro.
Com isso em mente, damos uma olhada na lista de largada para identificar os principais favoritos pela vitória geral: Jan Christen, Kevin Vermaerke, Paul Double e Alan Hatherly. Dois da UAE e dois da Jayco. Os primeiros sempre presentes, e os últimos correndo na casa do seu patrocinador, obrigados a lutar por vitórias de etapa e uma boa posição no geral. Junto a eles, talvez Eddie Dunbar seja o quinto na mistura.
A verdade é que após esses ciclistas aparece um grupo bastante grande, sem quase ninguém se destacando. Nomes que não inspiram total confiança como Sergio Higuita, Mauri Vansevenant ou Alberto Bettiol, junto a outros ciclistas que, apesar de serem menos conhecidos, têm uma grande oportunidade, como Afonso Eulálio, Joris Delbove, Henok Mulubrhan, Yannis Voisard, Igor Arrieta, Rainer Kepplinger, Nahom Zeray, Gianmarco Garofoli, Jan Castellón ou Nicolas Vinokourov.
Não devemos esquecer os jovens ciclistas, que aqui têm uma boa chance de brilhar. Ansioso para ver ciclistas como Bjorn Koerdt, Daan Dijkman, Jamie Meehan ou Liam O’Brien, que pode ser o homem para liderar a Lidl-Trek no geral.
CANDIDATOS ÀS VITÓRIAS DE ETAPA
Devemos considerar que aqui nós temos principalmente dois tipos de ciclistas: aqueles que lutarão pelo geral e pelas etapas 3 e 5, e os sprinters. Não temos um perfil diferente capaz de brilhar, a menos que encontremos um dia cheio de ventos cruzados e mais ciclistas do estilo rouleur, mas mais lentos, como Jakob Söderqvist, Yevgeni Fedorov, Laurenz Rex, Dries De Bondt ou Mathieu Burgadeau.
A partir daí, considerando que já mencionamos os concorrentes ao geral, é hora de falar sobre os sprinters. Um grupo com um líder claro: Jonathan Milan, a referência absoluta para reclamar as três vitórias. Atrás dele, outros como Matteo Malucelli, Milan Fretin, Matteo Moschetti, Phil Bauhaus, Jasson Tesson, Pascal Ackermann, Fernando Gaviria, Emils Liepiņš, Hugo Page, Riley Pickrell, Warre Vangheluwe, Lorenzo Manzin, Andrea D’Amato, Fabio Jakobsen, Dillon Corkery, ao lado de mais jovens como Davide Stella, Seth Dunwoody, Daniel Škerl ou Bruno Kessler.
RECOMENDAÇÕES DO IL CAPO CED PARA SER UM CAPO NO FANTASY
📝 Não temos registros de Fantasy desta corrida. As últimas 2 edições foram categorizadas como .1, e este ano será considerada como .Pro pela primeira vez.
📂 Meus 10 capos a seguir (200–400 moedas)
Milan Fretin (400), Matteo Moschetti (200), Matteo Malucelli (400), Pascal Ackermann (400), Kevin Vermaerke (200), Paul Double (400), Afonso Eulálio (200), Rainer Kepplinger (200), Yannis Voisard (200), Jakob Söderqvist (200)
📝 Vendo a minha lista de capos, percebe-se que a maioria dos protagonistas nesta corrida terá um preço muito baixo, então montar nosso time não será uma tarefa difícil.
📝 Dado o percurso apresentado, seu time deve ser uma combinação de sprinters puros + escaladores que lutarão pela classificação geral. Na minha opinião, 5+4 seria uma boa tática, mas uma estratégia com 4 sprinters + 5 homens de CG também pode ser válida.
📝 Os pontos conquistados pelos escaladores na classificação geral, junto aos pontos conquistados nas etapas 3 e 5, serão tão importantes quanto os pontos conquistados pelos sprinters nas etapas 1, 2 e 4, além de sua classificação secundária da camiseta de pontos.
📝 Para a camiseta de jovem, será para os ciclistas nascidos a partir de 1 de janeiro de 2001, o que abre muito mais a classificação em comparação com a corrida anterior, a Tour Down Under.
Você deve levar em conta que as primeiras 2 etapas serão chegadas ao sprint, e esses tipos de ciclistas já vão te render pontos para essa classificação.
📂 Meus 10 ciclistas recomendados para essa camiseta (sempre falando de uma perspectiva de fantasy, é claro) seriam:
Christen, Fretin, Eulálio, Page, Söderqvist, Garofoli, Le Berre, Koerdt, Arrieta, Zeray.






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