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Volta ao Algarve em Bicicleta

2026

18/02/2026- 22/02/2026
2.Pro
finalizado
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Percurso, análise da corrida, favoritos e previsões para Volta ao Algarve em Bicicleta 2026

Análise escrita por Sergio Yustos (@sergioyustos_) e Tips Fantasy de Cédric Molina (@ilcapoced)
ANÁLISE DO PERCURSO

ETAPA 1 - Chegada ao sprint

Horário: 13.00 - 17:40 CET
Etapa de 183,5 km entre Vila Real de Santo António e Tavira, com perfil quebrado, mas sem grandes dificuldades. As subidas a Mercador (3.ª, 6,2 km a 4,4%) e Faz Fato (3.ª, 4,4 km a 3,2%) não deverão impedir um desfecho ao sprint após a passagem pelo sprint intermédio em Vila Real de Santo António. O final é interessante e pode proporcionar alguma surpresa na linha de meta.

ETAPA 2 - Homens da geral / puncheurs

Horário: 13.45 - 17.35 CET
Jornada de 147 km entre Portimão e o Alto de Fóia, com final em alto. Após um percurso quebrado, o desfecho concentra-se na subida ao Alto de Fóia (17,8 km a 4,2%), com uma rampa final a 7,9% nos últimos 2,9 km. Dia-chave para os aspirantes à geral, embora não seja uma chegada onde normalmente se vejam grandes diferenças.

ETAPA 3 - Contrarrelógio individual

Horário: 14:00 - 17:30 CET
Sem grande desnível acumulado nos vinte quilómetros de contrarrelógio, cerca de 175 metros de ganho de altitude, mas com um circuito que também não é especialmente favorável aos especialistas devido à acumulação de curvas. Ainda assim, dia-chave para a geral.

ETAPA 4 - Etapa ao sprint

Horário: 12:00 - 16.30 CET
A etapa não apresenta dureza excessiva ao longo do percurso, o que leva a pensar numa resolução perfeita para os homens rápidos. Ainda assim, atenção ao final, que promete caos e desorganização, com um repecho a dois quilómetros da meta, de cerca de 400 metros a 6%.

ETAPA 5 - Homens da geral

Horário: 13.00 - 16.50 CET
A chave desta jornada está nos quilómetros finais, com a dupla ascensão ao Alto do Malhão (2,7 km a 9,1%), juiz final da corrida. Não é uma subida longa, mas é suficientemente dura para virar pequenas diferenças que possam estar a marcar a geral.

O TEMPO
Espera-se bom tempo durante o desenrolar da Volta ao Algarve. Nem o vento, nem a chuva, nem as temperaturas deverão desempenhar um papel determinante no decorrer da prova; ainda assim, será necessário prestar atenção à evolução meteorológica.

FAVORITOS À GERAL
Percurso aberto e sem um grande favorito claro ao triunfo, por isso há muito para analisar. Fica a sensação de que o contrarrelógio pode ser a jornada mais decisiva, tendo em conta que nem Fóia nem Malhão são ascensões que costumem permitir grandes diferenças. Isto deixa um leque mais amplo de surpresas, tendo em conta que, no papel, João Almeida e Juan Ayuso são os grandes candidatos ao triunfo final, com a dúvida se devemos colocar diretamente Paul Seixas nesse grupo. Tenho muita curiosidade em ver o francês que, se deu um passo em frente nesta temporada, até poderá sair daqui com uma vitória.

Depois destes nomes, faz sentido confiar em Filippo Ganna, Florian Lipowitz e, sobretudo, Brandon McNulty. Do norte-americano não há qualquer dúvida sobre a sua capacidade para voar no crono e lutar no resto dos terrenos; por isso, não me parece nenhum disparate pensá-lo como potencial vencedor desta prova. Mais dúvidas me suscitam Florian Lipowitz e, sobretudo, Filippo Ganna, que, ainda assim, já demonstrou que pode fazer uma boa geral aqui.

A partir daqui surgem outros corredores como Kévin Vauquelin, Oscar Onley, Daniel Felipe Martínez, Thymen Arensman, Maximilian Schachmann, Stefan Küng ou António Morgado, que também pode ser uma aposta mais do que interessante para a UAE. Aqui poderíamos incluir corredores como Jarno Widar, Matthew Riccitello, Yannis Voisard ou Max Poole, mas creio que o contrarrelógio será demasiado exigente para que possam estar realmente metidos na luta.

Por fim, não podemos esquecer corredores que podem ser a surpresa, como Juan Felipe Rodríguez, Jesús David Peña, Alexis Guerin ou os dois em quem mais confio: Thomas Gloag e Alessandro Pinarello. É difícil que consigam assinar uma grande geral por causa do contrarrelógio, mas espero vê-los na frente.

CANDIDATOS ÀS VITÓRIAS PARCIAIS
Há que ter em conta, por um lado, os homens rápidos e, por outro, os contrarrelógio, que são os dois perfis de corredores que partirão com favoritismo, a par dos homens da geral.

Entre os homens rápidos destaca-se claramente a presença de Jasper Philipsen, mas é verdade que o nível é altíssimo, com corredores como Paul Magnier, Jordi Meeus, Arnaud De Lie, Pavel Bittner, Matteo Moschetti, Arne Marit ou Tim Torn Teutenberg, que serão os grandes favoritos nas etapas planas, à frente de outros nomes interessantes como Ben Turner, Oded Kogut, Noah Hobbs, Marijn van den Berg, Luca Mozzato, Leangel Linarez, Henri Uhlig ou Santiago Mesa.

No que toca aos contrarrelogistas, destaca-se a figura de Filippo Ganna, mas não devemos esquecer nomes como Kévin Vauquelin, Jakob Söderqvist, Ivo Oliveira, João Almeida, Florian Lipowitz, Johan Price-Pejtersen, Maximilian Schachmann ou Juan Ayuso. Também não se deve perder de vista corredores com capacidade para surpreender nos lugares de honra, como Artem Nych, Huub Artz, Rafael Reis, Emanuel Duarte, Luca Giaimi ou Jonathan Vervenne.

RECOMENDAÇÕES DE IL CAPO CED PARA SER UM CAPO NA FANTASY
📝 Prova por etapas de categoria .Pro que, pela startlist, poderia ser WT. O que é que isto significa? Exatamente o que estão a pensar: problemas com o orçamento para montar o teu ‘9’ ideal. Estarão presentes nesta corrida o 3.º, 4.º, 7.º e 12.º do último Tour de France e o 2.º e 5.º da última Vuelta a España, além de Juan Ayuso e Paul Seixas.
É verdade que não estarão Pogacar, Vingegaard, del Toro, Remco nem Roglic, mas todos os outros grandes voltistas que há no pelotão estarão esta semana aqui, em Portugal.

📝 Haverá maillot de jovens na Fantasy; apenas para os corredores U23. Encontramos ciclistas como Seixas, Widar, Morgado, Poole ou Héctor Álvarez.

📝 Pelo percurso proposto, o meu ‘9’ ideal seria algo do tipo:

6-7 que lutem a GC

1-2 sprinters

1 croner puro

Para os homens da GC é importante que sejam bons no crono, evidentemente, já que são quase 20 km de esforço.
Para os sprinters temos Philipsen como o único ciclista que vale 1000 moedas, mas, se não ganhar nenhuma das 2 etapas que os velocistas têm, será um verdadeiro desperdício. Talvez possa ser melhor não arriscar tanto e levar sprinters de menor valor como Moschetti, Mozzato, F. Christen, Turner, Teutenberg ou Meeus, ou seja, que estejam entre as 200 e as 600 moedas; isso dar-te-ia depois muita margem para escolher os melhores da GC.
Para o croner puro eu não complicaria a vida e não sairia de Ganna - Küng - McNulty. Combinar um dos dois primeiros com o da UAE Team (que é bom na montanha) pode até ser uma grande opção.

📂 Ciclistas no Top-15 de pontos Fantasy que foram escolhidos por 10% ou menos de utilizadores:
2025: 4 (inclui Tivani Pérez, vencedor do maillot da montanha, com 0,1%)
2024: 3
2023: 2
2022: 4 (inclui João Matias, vencedor do maillot da montanha, com 0,1%)

Como podemos ver, não é uma corrida onde os corredores com baixa % de seleção tenham grande impacto na prova.

📂 Vencedores no Alto da Fóia, o número da etapa que era e a posição final em que o vencedor ficou no ranking de pontos Fantasy.
2025: Jan Christen - etapa 2 - 1.º com mais pts Fantasy
2024: Daniel F. Martínez - etapa 2 - 1.º
2023: Cort Nielsen - etapa 2 - 1.º
2022: David Gaudu - etapa 2 - 2.º

Agora, que cada um tire as suas conclusões. Lembrem-se de que, após esta etapa, virá o crono.

Percurso e Favoritos

Análise da corrida

Como foi vencida?

**Média do tipo de vitória desde a primeira corrida no Cycling Fantasy

Pontuação da etapa

Distribuição de pontos

Fx 2
Mx 1
ITTx 1
Ix 1

Previsões