Percurso, análise da corrida, favoritos e previsões para Vuelta a Andalucia Ruta Ciclista Del Sol 2026
Análise escrita por Sergio Yustos (@sergioyustos_) e Tips Fantasy de Cédric Molina (@ilcapoced)
ANÁLISE DO PERCURSO
ETAPA 1 - Homens da geral/Fuga
Horário: 11.50 - 15.40 CET
Esta etapa quebra‑pernas pela Sierra de las Nieves convida aos ataques, com um início explosivo no Puerto del Madroño (19,8 km - 4,9%), ideal para formar fugas de qualidade. O terreno posterior, sem um metro plano e com encadeamentos constantes, é o cenário perfeito para partir a corrida antes de chegar a Guaro e depois aproveitar o terreno mais favorável até à meta.
ETAPA 2 - Sprint em grupo reduzido/Fuga
Horário: 12.10 - 15.40 CET
Novamente, jornada com muito desnível positivo e com um perfil que volta a incentivar movimentos de longe. O Puerto de la Cabra (25,1 km - 4,6%) é chave para ver como se vai definir a etapa, que terá no Alto de la Malahá (2,6 km - 4,2%) o último ponto importante para atacar.
ETAPA 3 - Puncheurs/Fuga
Horário: 11.10 - 15.45 CET
Com menos dureza do que nas duas etapas anteriores e sem um ponto concreto para partir a jornada, esta terceira etapa continua a incentivar ataques de longe. Atenção, porque pode passar relativamente despercebida, mas o final apresenta bastante dureza e isso pode acabar por condicionar a etapa.
ETAPA 4 - Etapa ao sprint/Fuga
Horário: 12.00 - 16.30 CET
Talvez só se destaque a subida ao Alto de Españares (7,9 km - 3,7%), mas a etapa volta a superar os 2000 metros de desnível positivo. Mesmo assim, se alguma equipa for capaz de controlar a fuga e as diferentes escaramuças que possam ir surgindo, é a melhor jornada para homens rápidos.
ETAPA 5 - Homens da geral/Puncheurs
Horário: 10.55 - 15.00 CET
A dupla subida final ao Alto de la Primera Cruz (2,8 km - 6%) e a passagem pela meta na primeira volta por Lucena (900 m - 7,3%) prometem ser importantes para a geral numa etapa final que apresenta um percurso atrativo para os ataques.
O TEMPO
A Vuelta a Andalucía começará com uma probabilidade de chuva muito reduzida durante as primeiras jornadas. No entanto, espera‑se que as precipitações desapareçam por completo, dando lugar a uma estabilidade geral em que nem o vento nem as temperaturas serão fatores determinantes, salvo em momentos muito pontuais da prova.
FAVORITOS À GERAL
Com um percurso assim, é difícil ficar com um grupo pequeno de corredores. A corrida tende a partir‑se em qualquer momento e desde longe, e qualquer movimento tático pode ser ainda mais decisivo do que ter as pernas mais fortes. A isto devemos somar que as subidas, em geral, não apresentam grandes pendentes, mas sim uma dureza que se acumula quase de forma contínua, algo que anima ainda mais corredores a lutar pelo triunfo.
Olhando para a startlist e para o estado de forma com que chega, faz muito sentido que Tim Wellens possa ser o grande favorito. Já lutou aqui pela geral e costuma ser um corredor que começa a temporada com este tipo de objetivos. Depois dele, o seu companheiro Pavel Sivakov, Tom Pidcock ou Aleksandr Vlasov parecem‑me as rodas seguintes a seguir: três corredores inteligentes, capazes de se mexer de longe e que sabem o que é lutar por corridas deste nível.
Depois destes nomes, aparecem outros como Romain Grégoire ou Iván Romeo, em quem deposito muita confiança aqui, que juntamente com corredores como Alex Aranburu, Torstein Træen, Juanpe López, Jan Christen, Jefferson Cepeda, Johannes Kulset, Valentin Madouas, Benoît Cosnefroy, Andreas Leknessund, Ion Izagirre, Dylan Teuns ou Fred Wright podem estar a lutar pela geral. É uma lista muito longa, sim, mas também é verdade que estamos perante um percurso que convida a isso.
Por fim, no grupo das surpresas, podemos encontrar corredores que também não deveríamos descartar totalmente, como Christophe Laporte ou Victor Campenaerts, juntamente com outros como Bastien Tronchon, Maxime Decomble, Matisse Van Kerckhove, Michiel Lambrecht ou os meus dois escolhidos para esta prova: Milan Vader e Adrien Boichis.
CANDIDATOS ÀS VITÓRIAS PARCIAIS
Será preciso ter em conta os homens rápidos, embora tenham de suar bastante para procurar a vitória parcial e, desde já, quase descartaria os sprinters mais puros, que por outro lado são bastante poucos. Aqui encontramos corredores como Milan Fretin, Søren Wærenskjold, Orluis Aular, Paul Penhoët, Fernando Gaviria, Axel Zingle, Tom Crabbe, Filippo Fiorelli, Davide Persico ou José Antonio Prieto. É verdade que não será fácil para eles controlar as diferentes oportunidades que se lhes vão colocar em corrida.
Por este motivo, não quero esquecer perfis como Mario Aparicio, Unai Iribar, Joel Nicolau, Julius Johansen, Sven Erik Bystrøm, Thomas Gachignard, Sandy Dujardin, Clément Russo, Vincent Van Hemelen, Iván Cobo ou Quinten Hermans, corredores que não vejo a estarem presentes todos os dias na corrida, mas que acredito que devemos ter muito em conta na busca de fugas e triunfos parciais.
RECOMENDAÇÕES DE IL CAPO CED PARA SER UM CAPO NA FANTASY
📝 Não haverá classificação de jovens.
📝 Pelo percurso, a minha recomendação para o teu “9” ideal seria algo do tipo:
4–5 ciclistas que lutem pela GC
4–5 sprinters
📂 Corredores que conseguiram ser top‑15 em pontos Fantasy e que foram escolhidos por 10 % ou menos dos utilizadores:
2025: 7
2023: 6
2022: 6 (5 deles com menos de 1 %)
2021: 6
Como podemos observar, esta é uma corrida em que historicamente o voto popular não tem sido demasiado certeiro, e vários corredores que passaram abaixo do radar na hora de serem selecionados depois fizeram uma grande corrida.
📝 Com o dado anterior, aqui vai uma pequena recomendação da minha parte de corredores (com 10 % ou menos de seleções no momento em que se escreve esta prévia) que poderiam ocupar esse top‑15 de pontos Fantasy na edição deste ano:
Wright, Barrenetxea, Hermans, Juanpe López, Tronchon, Teuns, Fiorelli, Johansen, Masnada, Boichis, Nicolau, Hoelgaard, Gachignard, Decomble, Vandenabeele.

x 3
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